
O abraço se seguiu de mais um beijo, esse ato se prolongou, antes lento e termo, se tornara mais feroz e intenso, tudo com Liz era assim. Ela colou mais ainda seus corpos, que se encaixaram perfeitamente, como sempre. Isso o aquecera. O toque da loira também teve essa reação, era leve, mas sua mão parecia queimar por onde passava, era um sensação ótima, que só o Slytherin conseguia provocar em Lance. Ele não falara nada, apenas sentia e percorria as mãos pelo corpo da garota em seu colo que parecia tão entregue quanto ele. Em movimentos pequenos, mas precisos, uma labareda parecia surgir no corpo de Lancelot, que ansiava cada vez mais pelo de Liz. E sem pensar em como agiria, o Corvino pôs as mãos na cintura na loira e subiu, por dentro da blusa da garota e sentindo sua pele quente, deu uma parada ali, mas sem demorar mais, continuou a subir a mão e por fim tirou a vestimenta de Ireland. Suas ações não faziam o menor sentido agora, e sabia que podia se arrepender no amanhã Mas quer saber? Foda-se foi só o que disse para si mesmo antes de voltar a beijar Liz e depois percorrer a extensão de seu pescoço com os lábios, descendo até seu peito.
No fim das contas, Lancelot não sabia o porque estavam ali, iriam resolver alguma coisa por um acaso? Acreditava que não, afinal, Liz não parecia afim de conversar ao levar os lábios do Corvino aos dela, coisa que Lance não reclamou e muito pelo contrario, retribuiu com ênfase. Não havia mais o que fazer a não ser se entregar aquele momento e aquele sentimento que ambos colocavam para fora, o amanha podia ser um grande desastre, mas todos estavam sendo, não? E valeria a pena para o moreno, valeria por enfim ele desmascarar o próprio sentimento, valeria por ter Liz em seus braços novamente e valeria mais ainda por vê-la da forma que a amara. Sentindo os movimento de Ireland, Lance a pegou no colo, em um ato ágil e firme, fazendo-a envolve-lo com as próprias pernas, deu uma leve rodopiada com a menina nos braços o que o fez sorrir com a lembrança do primeiro encontro, em que fizera a mesma coisa. Por se sentou no banco, com Liz ainda em seu colo e a envolveu em um abraço carinhoso, mas a mesmo tempo, cheio de desejo.
Ireland abafou um risinho assim que o corvino a tirou do chão. Satisfeita, envolveu suas pernas ao longo da cintura dele e o apertou ainda mais firme. – Eu também senti falta disso. – Falou com a voz rouca, desfazendo-se dos lábios dele para tomar fôlego. Suas bochechas, coradas por causa da intensidade de suas carícias, a deixavam com uma aparência natural e saudável. Ninguém a beijava como Lancelot. Ele puxou-a para si e abraçou-a. – Eu nunca me esqueci de você, Lance. – Admitiu com um sussurro, enfiando o rosto no pescoço dele. Mais tarde, nenhum dos dois saberia dizer o que ela dissera, mas o fato foi que se beijaram mais uma vez, aquecidos pelo momento. Sem aviso, o beijo que recomeçara calmo e delicado, se tornou violento. Permitindo que a Slytherin gemesse baixinho. Com mãos trêmulas, ela seguiu o contorno do rosto dele, tocando-o delicadamente. Lancelot apertou-a contra si e ela ajeitou-se, moldando o corpo ao dele, fazendo-o enlouquecer de desejo. Exigente, o beijo a incendiou. E Liz desejou por mais.

Vocês me amam mesmo hein!
Com a testa franzida, Liz Ireland olhava para o rapaz sentado diante dela. À brisa suave que vinha do lago negro balançava seus cabelos. Acomodada em um dos bancos que margeava o lago, Liz tomava um copo de limonada gelada. – Às vezes não sei o que fazer com você, Lancelot… - A menina murmurou em voz baixa, fitando-o sem que ele percebesse. Com um suspiro profundo, a Slytherin ignorou a presença dele e terminou de beber o líquido que ardia em sua garganta. Colocando-se de pé, ajeitou a saia sobre os joelhos e o cachecol verde e prata ao redor do pescoço. Dando uma última olhada no Corvino, Liz lhe deu as costas e partiu em direção ao Castelo, começava a anoitecer e logo, soaria o toque de recolher. No caminho para a escola, encontrou um grupo de Sonserinos que tomavam o caminho contrário a ela. Irritada, Liz bufou, quando estes interromperam sua direção sem nenhuma cerimônia. – Licença? – Ela pediu, em vão. Ninguém pareceu dar-se conta dela ali. Com raiva, a Slytherin pisou firme nos pés de uma delas e sorriu ironicamente. – Licença? – Pediu de novo, fitando a garota com indiferença.

Sensações e emoções percorriam o corpo de Lancelot, uma seria de coisa se trazia a tona novamente, porém sua mente se encontrava vazia, isso era o efeito Ireland que caia mais uma vez sobre ele. Sentiu ela corresponder e a afirmou mais entre seus braços, tudo tão intenso e preciso, um ansiava pelo o outro de todas as formas possíveis e agora percebia o quanto sentira falta de ter Liz assim, colada em seu corpo, transmitindo seu calor, queria tê-la mais. -Você não sabe como - falou completando a fala da loira como se fosse sua. Passou a face pelos cabelos sedosos da menina, sentindo a maciez e o cheiro desde. A pergunta feita por Liz não tinha outra resposta a não ser Não sei, e foi isso que Du Lac pensou sem por em palavras, o ali e agora não era apropriado para decisões, muito menos com os sentimentos e nervos tão aflorados. Com os lábios de Liz de volta as seus, o Corvino o aprofundou mais uma vez, em mais uma seria de movimentos intensos. No meio disso Lancelot se deu conta de onde e como estavam no meio do corredor, na porta do Salão Comunal da Ravenclaw e trocando caricias. - Ei, ei, ei - falou baixo, mas chamando a atenção de Ireland - Acho que devemos ir para um lugar mais reservado, aqui não é lugar para resolver esse tipo de coisa. - justificou a causa do rompimento do beijo e pôs as duas mãos nas laterais da face da loira, acariciado seu rosto de leve. Depois levou uma das mãos a um das dela e a puxou de leve, guiando-os para qualquer lugar que fosse mais quieto e seguro do que ali, como estava recém começando o anoitecer e ainda não dera o toque de recolher isso não seria difícil achar, e assim Lance preferiu ir para fora do Castelo, parecia que dentro dele tudo estava cheio e sufocante. -Aqui, acho que esta bom - falou ainda um pouco incerto do local, mas aquele banco entre as árvores do jardim e não muito longe do castelo, parecia apropriado.
Liz continuou de olhos fechados, sentindo as mãos do ex-namorado acariciando sua face quente. Um arrepio percorreu seus braços, diante da expectativa de tê-lo ali tão perto outra vez. Ele era Lancelot, e o único que a menina desejava verdadeiramente. Sendo guiada pelo jovem, a loira apertou ainda mais a mão dele e o seguiu pelo castelo, juntos deixaram a segurança das paredes de pedra e encontraram um banco sob uma árvore. E os dois sabiam o que queriam naquele instante. Ireland levantou o rosto e com uma das mãos o envolveu pela nuca para que seus rostos se encontrassem e o beijou. No momento em que seus lábios se encontraram, as mãos de Liz deslizaram automaticamente para dentro dos bolsos traseiros da calça que ele vestia. Ao sentirem os lábios se encaixarem, atados um ao outro, a Slytherin inseriu a língua com tanta intimidade e paixão que não havia como resistir. E ela sabia que nada poderia fazer a não ser relaxar e se entregar às delícias daquele beijo. E foi exatamente o que fez. O beijo de Lancelot era intenso, quente e sensual. O tipo exato que faz os dedos dos pés se contraírem e os seios incharem. Liz preferiu fechar os olhos mergulhando cada vez mais nas sensações que afloravam sua mente e nas descargas elétricas que percorriam todo o seu corpo. Ela respirava o cheiro dele, esfregava-se em sua pele… A loira o desejava intensamente.
Em um instante a visão que Lancelot tinha de Ireland se transformou. Ela a via como alguém da qual tivesse que manter distancia, que só lhe trazia coisas ruins, mas aquele gesto, a sua aproximação, o tom de sua voz…Todo aquele momento fez com o olhar dele sobre ela voltasse ao que era quando a conheceu. O Corvino inclinou a cabeça contra a mão da loira, em um ato sem intenção, quase um reflexo na tentativa de aproveitar ao máximo aquele toque. Por um instante, muito rápido, fechou os olhos e imagens vieram a sua mente, o primeiro encontro, o primeiro beijo, a primeira noite… E mesmo com a lembrança das brigas junto, o arrependimento de tê-la conhecido se esvaiu e Du Lac se sentiu o mesmo menino que mirava a Slytherin até ter coragem e se aproximar dela, ela o fez ter explosões de sentimentos quando estavam junto, e fazia isso acontecer agora novamente e a vontade de toma-la nos braços por mais uma vez surgiu, mas a pergunta de Liz o fez mira-la nos olhos, quase que como um pedido de desculpas por ter dito aquilo e tudo mais -Não, Liz - sua voz saíra baixa e suave, mas firme -Me desculpe, eu não devia ter dito aquelas coisas… - agora lhe faltou palavras e seus olhos percorreram toda a face da loira - Eu não sei explicar… - mais uma vez as palavras não saíram e então Lancelot deixou seus sentimentos serem mostrados de outra maneira. Passando uma das mãos entorno da cintura de Liz, a trouxa mais para perto, colou os seus corpos. Como Lance senti falta daquilo. A outra mão foi a nuca da garota, e assim colou seus lábios nos dela, em um beijo diferente dos demais que estavam tendo nesse último ano, um beijo cheio de paixão
Antes que Liz tivesse oportunidade de perceber o que ele pretendia, seu coração disparou, diante da possibilidade de tê-lo outra vez. Lancelot finalmente lhe tocou os lábios. Sua boca formigava. As batidas de seu coração falharam antes de dispararem em um ritmo desordenado. Quando o chão começou a lhe faltar, a loira agarrou-se aos ombros do corvino. O choque inicial sumiu rapidamente. Liz ansiara por tanto tempo aquele toque. A Slytherin levou os braços ao pescoço do jovem, dando vazão aos sentimentos que a assaltavam. Os seios, pressionados contra o peito dele, pareciam arder. O que antes fora uma agitação transformava-se em fogo, espalhando chamas para além de seu ventre. Liz interrompeu o beijo, pousando o próprio rosto no ombro de Du Lac. – Eu senti a sua falta. – Disse sem pensar, sentindo o cheiro da pele dele de encontro a sua. Querendo mais, Ireland roçou os lábios no queixo dele. – O que vai ser da gente agora? – Voltou a perguntar, sua voz soava fraca e distante da Liz fria e insensível na qual se transformara, pelo contrário, estava mais próxima da antiga garota apaixonada e decidida que Lancelot conhecera. Antes que o moreno a respondesse, a menina voltou a pressionar seus lábios contra os dele, beijando-o outra vez.
Ireland estava… diferente. Calma, sem defesa, nem agressividade, ou seja, não estava em seu estado normal, na verdade ela estava seu estado normal, o que não era normal no estado que ela agia ultimamente, o que ela não era quando estava com Lance… Confuso? É, para Lance também, tudo estava uma bagunça e Liz não parecia certa das coisa também. A pergunta o pegou de surpresa e por um momento ficou sem saber o que responder, era óbvio que tinha dito aquilo no calor da conversa e se tivesse com a cabeça no lugar não o teria feito, mas agora já foi, ele já tinha declarado, não podia negar, essa era a mais pura verdade. - Bom, não sei, quero dizer… - começou ainda incerto do que dizer para a Slytherin, abaixou a cabeça ARG! resmungou mentalmente Quem você esta tentando enganar Lancelot? - Sim, Liz. É verdade, eu ainda gosto de você - declarou mais uma vez, sem mais rodeio. Abaixou a cabeça e pôs a mão na nuca, gesto que sempre fazia em situações como aquela, onde ele não sabia o que fazer - o que estava acontecendo bastante ultimamente.
E novamente, Liz agiu totalmente avessa ao que estava acostumada. Sorrindo, ela fitou o jovem. Lancelot ainda gostava dela. Sua mente repetia eufórica. Conhecendo-o como ela o conhecia e observando as ações do garoto, Ireland poderia jurar que o corvino estava nervoso. – Não fique assim. – Ela disse em voz baixa, chegando mais perto do ex-namorado e tocando o rosto dele com uma das mãos, seus dedos acariciaram levemente a face dele, e a loira sentiu uma explosão de sensações romperem em seu interior. Seu corpo tremia, sua respiração falhava. E tudo o que a Slytherin desejava era abraçá-lo, trazê-lo para seus braços e beijá-lo com toda a paixão que seu corpo permitisse. Liz sentia falta das mãos dele percorrendo sua pele quente. – Nojo é tudo o que você sente por mim agora? – Perguntou repentinamente, recordando-se do restante da conversa. Logo, sua mão caiu ao longo do próprio corpo, como se tocá-lo a queimasse. – Me diz Lancelot, é nojo o que você sente? – Repetiu a garota, encarando-o com intensidade e firmeza. À espera de uma resposta definitiva, a menina temia que as próximas palavras dele, definissem de uma vez a relação conturbada de ambos.